Lixo Extraordinário, documentário sobre o projeto do artista Vik Muniz no aterro sanitário do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, vai representar o país na disputa por uma estatueta
O anúncio dos indicados para o Oscar, feito na terça-feira (25), rea¬cendeu a esperança dos brasileiros de ter um representante nacional premiado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Lixo Extraordinário, coprodução de Brasil e Reino Unido, concorrerá na cerimônia de 27 de fevereiro na categoria de melhor documentário. Dirigido pela britânica Lucy Walker e pelos brasileiros João Jardim e Karen Harley, o filme estreou nos cinemas nacionais em janeiro. O documentário foi rodado entre agosto de 2007 e maio de 2009 e retrata o trabalho do artista plástico brasileiro Vik Muniz com os catadores de lixo do Jardim Gramacho, o maior aterro sanitário da América Latina, que fica em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Muniz acompanhou a rotina dos catadores de lixo durante esse período e a partir da experiência criou uma série de trabalhos intitulada Pictures of Garbage, que, depois de leiloada, teve a verba doada aos trabalhadores. Artista conhecido por utilizar materiais como açúcar, chocolate, diamantes, poeira e até mesmo o lixo em suas obras, Muniz recentemente assinou a abertura da novela Passione, que terminou em janeiro, na TV Globo. Lixo Extraordinário já conquistou vários prêmios em festivais nacionais e internacionais. No Festival de Sundance de 2010, o filme foi escolhido pelos espectadores como o melhor documentário internacional. A obra também agradou aos alemães: em Berlim, levou o prêmio do público de melhor documentário na Mostra Panorama, realizada no ano passado, e ainda recebeu um prêmio da Anistia Internacional (AI), organização de defesa dos direitos humanos. Quem assina a trilha sonora é o músico americano Moby.

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