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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Volta às origens

Depois de se dedicar por dois anos à comédia stand-up, Marco Luque estréia peça com os personagens que o consagraram

Estreia na quarta-feira (23), em São Paulo, a peça Labutaria, de Marco Luque. É a primeira vez que o humorista e apresentador do CQC reúne personagens como o taxista Silas Simplesmente, a diarista Mary Help e o motoboy Jackson Five, que passaram um tempo “na gaveta” enquanto ele se dedicava à comédia stand-up Tamo Junto!, entre 2009 e o fim de 2010.

QUEM: Como foi sua experiência com o stand-up?
MARCO LUQUE: Foi um desafio. Quando você faz um personagem, está preservando sua figura, mas no stand-up é o próprio Marco ali no palco.

QUEM: Como é seu relacionamento com a equipe do CQC?
ML: A gente tem uma relação muito boa. Acho que o Rafael Cortez ficou com um pouco de ciúme agora que a Mônica Iozzi vai usar saia. Ele também queria, mas não vai rolar.

QUEM: Você se casou e teve uma filha em 2010. Como está a nova vida?
ML: Está uma delícia. Eu e a Flávia (sua mulher) estamos supermergulhados nessa experiência nova. Minha filha, Isadora, é a mais linda do mundo!

QUEM: Você encontrou Ashton Kutcher, seu amigo de Twitter, quando ele veio para a SPFW?
ML: A gente tomou um drinque e se encontrou na festa da Colcci. É interessante ter um contato assim, de repente o cara precisa de um ator brasileiro de cabelinho ruim num filme dele, lá em Hollywood, ele me chama e eu vou ter que ir, né?

(Matéria publicada dia 25/03/2011 na seção Quem Pensa da revista Quem. Para ver o conteúdo original, clique aqui)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Matemática do sucesso

O lançamento do livro Trair e Coçar é só começar, de Marcos Caruso, celebra os 25 anos de apresentações ininterruptas da peça homônima

Em comemoração aos 25 anos em cartaz de Trair e Coçar É Só Começar, acaba de ser lançado o livro homônimo com o texto da peça escrita pelo ator e autor Marcos Caruso. Na introdução, ele conta que escreveu a comédia em uma época em que estava sem dinheiro e não encontrava trabalho como ator.

QUEM: Você conta que, na época em que estava “quebrado”, um dia resolveu comprar uma máquina de escrever para redigir uma peça e levou uma bronca da atriz Jussara Freire, com quem era casado. Como foi isso?

MARCOS CARUSO: Ela falou: “Não tem dinheiro para pôr comida na mesa e você compra uma máquina de escrever!?”. Obviamente, depois a gente riu e chorou em cima dessa história. Já que ninguém podia fazer nada por mim, eu fiz. Eu criei meu próprio trabalho.

QUEM: Imaginava que a peça faria tanto sucesso?

MC: Escrevi a peça matematicamente para se rir de 30 em 30 segundos. A comédia é matemática. Então, eu sabia que ela seria bem-sucedida naquilo a que se propunha a fazer, que era rir.

QUEM: Uma peça em cartaz por 25 anos deve guardar boas histórias de bastidores, não é?

MC: Uma vez, um dos atores ficou para fora do teatro, em Goiânia. Ele saiu para comprar cigarro e não conseguiu mais entrar, porque os funcionários, em vez de ficar na porta, entraram para ver a peça. Em cena, os personagens diziam: “Pode entrar, seu fulano!”. E o ator não ia para a cena porque não conseguiu entrar no teatro.

QUEM: Depois de Trair e Coçar você enfrentou novos problemas financeiros?

MC: Não, graças a Deus. Depois da peça, eu me tornei autor e fui escrever novela, dirigir teatro. Trair e Coçar É Só Começar foi a minha galinha dos ovos de ouro.

(Matéria publicada dia 11/03/2011 na seção Quem Pensa da revista Quem. Para ver o conteúdo original, clique aqui)