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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Matemática do sucesso

O lançamento do livro Trair e Coçar é só começar, de Marcos Caruso, celebra os 25 anos de apresentações ininterruptas da peça homônima

Em comemoração aos 25 anos em cartaz de Trair e Coçar É Só Começar, acaba de ser lançado o livro homônimo com o texto da peça escrita pelo ator e autor Marcos Caruso. Na introdução, ele conta que escreveu a comédia em uma época em que estava sem dinheiro e não encontrava trabalho como ator.

QUEM: Você conta que, na época em que estava “quebrado”, um dia resolveu comprar uma máquina de escrever para redigir uma peça e levou uma bronca da atriz Jussara Freire, com quem era casado. Como foi isso?

MARCOS CARUSO: Ela falou: “Não tem dinheiro para pôr comida na mesa e você compra uma máquina de escrever!?”. Obviamente, depois a gente riu e chorou em cima dessa história. Já que ninguém podia fazer nada por mim, eu fiz. Eu criei meu próprio trabalho.

QUEM: Imaginava que a peça faria tanto sucesso?

MC: Escrevi a peça matematicamente para se rir de 30 em 30 segundos. A comédia é matemática. Então, eu sabia que ela seria bem-sucedida naquilo a que se propunha a fazer, que era rir.

QUEM: Uma peça em cartaz por 25 anos deve guardar boas histórias de bastidores, não é?

MC: Uma vez, um dos atores ficou para fora do teatro, em Goiânia. Ele saiu para comprar cigarro e não conseguiu mais entrar, porque os funcionários, em vez de ficar na porta, entraram para ver a peça. Em cena, os personagens diziam: “Pode entrar, seu fulano!”. E o ator não ia para a cena porque não conseguiu entrar no teatro.

QUEM: Depois de Trair e Coçar você enfrentou novos problemas financeiros?

MC: Não, graças a Deus. Depois da peça, eu me tornei autor e fui escrever novela, dirigir teatro. Trair e Coçar É Só Começar foi a minha galinha dos ovos de ouro.

(Matéria publicada dia 11/03/2011 na seção Quem Pensa da revista Quem. Para ver o conteúdo original, clique aqui)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vizinhança em Cartaz


A comerciante Fátima Dargham
e o ator Cesar Pezzuoli
A peça "Trair e coçar, é só começar" está em cartaz há 23 anos. Cesar Pezzuoli faz parte desse elenco desde o segundo ano. O ator, que dá vida a Cristiano, seu terceiro personagem na história, é um dos moradores ilustres da Vila Mariana. Nascido na rua França Pinto, ele morou durante 26 anos no Rio de Janeiro, onde trabalhou com Jô Soares, Roberto Carlos, Bruna Lombardi e Cláudia Gimenez. Quando sua carreira o enviou de volta a São Paulo, não teve dúvidas: voltou à Vila: "O lugar ideal para viver", confessa.

Cesar acredita que a grande vantagem do bairro é a relação de amizade entre os moradores: "Tudo aqui é meio caseiro, meio cidade de interior e eu adoro! O cara da padaria, o jornaleiro, o açougueiro, todo mundo se conhece." Foi nesse ambiente que ele encontrou Fátima Dargham, dona da loja Essencialle (rua Áurea, 189), também moradora da região. Por gostar muito dos seus produtos, Cesar propôs que ela patrocinasse o figurino de seu personagem, um jogador de tênis. Fátima topou e hoje é uma das apoiadoras da produção. "Depois de tantos anos em cartaz, Trair recebeu uma nova roupagem", explica Cesar.

Atualmente, os clientes da loja recebem, junto com as compras, um convite para o espetáculo. Dessa forma, os dois se ajudam, divulgando, cada um à sua maneira, atividades de qualidade nas quais eles acreditam. "A parceria é necessária para o fortalecimento da cultura, do esporte, do comércio. É o espírito do bairro", ressalta Cesar.

Até dia 28 de junho no Teatro Anhembi Morumbi: rua Dr. Almeida Lima, 1134 – Mooca. Sexta (21h30), Sábado (21h) e Domingo (19h). Quanto: Sexta e Domingo: 40,00 (inteira) e 20,00 (meia). Sábado: 50,00 (inteira) e 25,00 (meia). Informações e vendas: 4003-1212

(Matéria publicada em junho de 2009 no seção Umas e Outras do jornal Pedaço da Vila. Para ver o conteúdo original, clique aqui)